E já estamos em 2026!
A BATALHA PELA INTELIGÊNCIA HUMANA (1). Peter Selg. SvH
"Confusão e devastação reinarão à medida que o ano 2000
se aproxima." Rudolf Steiner.
Tradução e adaptação de Sonia von Homrich
Introdução por Sonia von Homrich
A linguagem e forma adotadas por mim, neste texto, tem razões conceituais bem determinadas já que estou a descrever uma realidade cósmico-divina da Ciência Espiritual de Rudolf Steiner o que demanda de minha parte me ater aos significados estabelecidos pelo próprio Rudolf Steiner, em vida. Recomendo a leitura da publicação que menciono no final do artigo.
Até sua morte, Rudolf Steiner trabalhou para despertar a consciência (das pessoas) para o fato que Ahriman pode encontrar a si mesmo refletido no "espelho" do pensar humano, que os seres humanos podem conhecê-lo e reconhecê-lo e, em certo sentido também redimí-lo. Rudolf Steiner via essa percepção como uma tarefa essencial da Escola Superior Livre de Ciência Espiritual (que não necessariamente está na Terra), a qual deveria ajudar Michael (Arcanjo e Arqueu) a entrar na civilização — Michael, não o Ahriman, mesmo admitindo que a encarnação vindoura de Ahriman seja "predestinada" à civilização da terra.
No início daquele período final no qual Steiner esteve confinado ao seu leito de enfermo, entre outubro e novembro de 1924, ele ainda escrevia artigos direcionadores sobre Michael e Ahriman — sobre o "caminho Michaélico", sobre "a tarefa de Michael na esfera de Ahriman", suas "experiências e empreendimentos no cumprimento de sua missão cósmica", sobre o futuro da humanidade e a atividade de Michael, a "experiência Michael-Cristo nos seres humanos", sobre a "missão de Michael na era da liberdade" e sobre os pensamentos cósmicos no trabalho de Michael e no trabalho de Ahriman.
Steiner delineou mais uma vez o desenvolvimento espiritual da humanidade como a "encarnação da consciência humana "na escada do desdobramento/ destravamento do pensar". Ele descreveu as experiências originais do pensar que foram vivenciadas no Ego e permeadas pelo espírito (o EU), alma (o Ego) e a vida (o corpo etérico), que finalmente desceram através do corpo-alma e do corpo-vida NO corpo físico, cuja esfera de forças eles, os seres ahrimânicos usam como um "espelho" e, assim, sucumbem ao avanço da abstração — o processo que Steiner apresentou como o preço de fazer a liberdade possível na força de vontade pessoal, individual (sistema metabólico e membros, vontade; sistema rítmico, coração e pulmão, sentimentos; sistema neurológico, cabeça, pensar).
O Ego da pessoa, do ser humano moderno é livre, ou capaz de liberdade, porque nossos pensamentos não possuem mais a força ou poder irresistíveis compelindo-as, mas são "sombras mortas", separadas da "essência" existencial do mundo espiritual do qual estas originalmente emergiram. A "re-ascensão michaélica ao longo das linhas da vontade”, situa-se diretamente na esfera da liberdade humana e poderá aí permanecer incompleta, não realizada, com o ser humano tornando-se parte do mundo puramente físico, preso e subjugado por esta força física.
Rudolf Steiner descreve como, até o início da era moderna, a
intelectualidade ahrimânica ou espiritualidade tinha apenas um fugaz, um
pequeno acesso aos seres humanos e à inteligência humana, apenas "uma vaga
sugestão (dica) de poder", e como o nosso ser humano era sustentado por
forças divino-espirituais.
Mas então, no curso da transferência da inteligência aos seres humanos que se tornavam livres, alí ocorreu "o deslizamento a uma história mundial diferente" (na qual Ahriman desempenha um decisivo papel), com grandes, devastadores perigos e consequências".
Contudo, Steiner relata simultaneamente que, desde o Mistério do Gólgota, os seres humanos podem encontrar o Ser-de-Cristo na esfera de Ahriman, e que Cristo, com a assistência de Michael, pode guiar o homem para fora desta esfera. (Michael, o semblante de Deus nos arbustos no episódio das tábuas da lei, tornou-se o assistente de Cristo numa época posterior). Cristo, a quem o próprio Michael serve, descendeu do reino solar para a Terra "de forma a estar na Terra quando a inteligência se tornar plenamente presente na individualidade humana" , ou seja a Inteligência Michaélica, Crística. (GA 26: "O Mistério de Michael").
Rudolf Steiner. GA26.O Mistério de Michael. Anthroposophical Leading Thoughts. https://rsarchive.org/Books/GA026/English/RSP1973/GA026_index.html
Por meio de seu "grande sacrifício", Cristo vive desde o Gólgota na esfera de Ahriman, tornando assim possível aos seres humanos escolher a sua decisão (livremente) — apoiado por Michael o qual desde o século VIII antes de Cristo, tem seguido o caminho da encarnação de Cristo na Terra (na verdade, o espírito de Cristo se apossou do corpo físico, etérico e astral de Jesus de Arimatéia nos seus 30 anos). Segundo Steiner, o "olhar" cósmico de Michael tem sido direcionado "desde o princípio" para a humanidade — e seu objetivo sempre foi manter a conexão entre a inteligência que é acessível à humanidade e que vem à vida em estágios graduais, e aqueles seres divino-espirituais.
Michael visualizou desde cedo o perigo que esta inteligência corria de se tornar alienada e instrumentalizada, de ser assim ocupada por seres ahrimânicos — "os seres ahrimânicos querem seres humanos existindo com uma existência continuada neste cosmos intelectualizado e ahrimanizado”. Os seres humanos da época presente deverão inevitavelmente encontrar os seres ahrimânicos e, no caso de os acompanharem e se juntarem a eles, os seres humanos poderão cair neles completamente ou podem verdadeiramente seguir o caminho oposto (a partir de seu livre arbítreo).
Recomendo a leitura do seguinte texto:
Sorath por Thomas Meyer https://soniavonhomrich.blogspot.com/search?q=sorath
16 de Abril de 2026, São Paulo, SP., Brasil.
Vitral, Michael. Goetheanum. Dornach

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